O encontro da bancada do PFL, a maior da Câmara Municipal de Curitiba na próxima legislatura, foi transferida da última sexta-feira para a semana que vem. O objetivo do encontro é discutir a participação do partido na administração Beto Richa (PSDB). Julieta Reis, Fábio Camargo, Sabino Pícolo, Geraldo Bobato e Roberto Hinça, integram o grupo, que tem como intermediário o presidente da Câmara, vereador João Cláudio Derosso (PSDB), e espera ser recebido pelo vice-prefeito eleito, Luciano Ducci (PSB) nos próximos dias, uma vez que Beto está viajando: "Todos sabem que o racha entre Cassio e Richa resultou na exclusão do PFL do futuro secretariado municipal. Mas os vereadores não devem se afastar do atual prefeito, pois o Beto e o Luciano Ducci sabem da competência de cada um, e não devem provocar uma ruptura que terá consequências nas eleições de 2006", justificou a vereadora.

Derosso confirmou a conversa e sua participação nas negociações com o PFL que, na verdade, tem um representante na equipe de Beto: Paulo Schmidt, que vai comandar a Urbs na próxima gestão e esteve à frente da pasta da Educação durante todo o período de Cassio Taniguchi.

Maioria

A bancada do PFL apoiou a candidatura do partido no primeiro turno, o vereador Osmar Bertoldi, que acabou fazendo a quarta votação. No segundo turno os vereadores do PFL se engajaram na campanha do tucano.

Terá um papel de destaque nessas conversações o futuro líder do prefeito na Câmara, o vereador Mário Celso Cunha (PSB), que está plenamente seguro de que Richa contará com tranqüila maioria na Casa, definida já no processo eleitoral, quando boa parte dos atuais vereadores apoiaram sua candidatura.

Na oposição deve ficar a bancada do PT, que encolheu de seis para três vereadores, a do PPS, que passará a ter quatro representantes, e parte da bancada do PMDB e o PC do B, que elegeu um representante. O PDT, que vinha adotando uma postura de independência nas gestões anteriores, desta vez integrou a coligação que elegeu Richa e deve formar na base de apoio. O PL ainda está dividido. O segundo vereador mais votado da última eleição, pastor Valdenir Soares, integra o secretariado de Beto e abre espaço para Jônatas Pirkiel, que apoiou Richa desde o primeiro turno. Beto Moraes, eleito com o apoio do deputado Mauro Moraes, jogou suas fichas na candidatura do PT e pode adotar uma posição de independência.