Auditores páram contra a reforma na Previdência

O primeiro dia de paralisação dos auditores fiscais da Receita Federal, em Curitiba, teve a adesão de 50% dos funcionários. A categoria é contra as medidas que o governo federal quer adotar em relação aos servidores na Reforma da Previdência. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados deve julgar hoje o parecer do relator Maurício Rands (PT-PE) e amanhã está prevista a votação dos destaques e emendas.

Em Curitiba trabalham 220 auditores. Eles atuam no Aeroporto Afonso Pena, Estação Aduaneira de Interior, Delegacia da Receita de Julgamentos e no prédio central do Ministério da Fazenda. Ontem ficaram prejudicados os serviços de auto de infrações, lançamentos de tributos e liberação de mercadoria no aeroportos. Além disto, as análises e julgamentos de processos fiscais foram interrompidos.

Em Foz do Iguaçu os auditores não aderiram a paralisação. Os serviços de fiscalização na fronteira com a Argentina e o Paraguai seguiram a rotina normal. Mas a avaliação geral do movimento só vai ser conhecida hoje e, em assembléia nacional, os auditores decidem se a greve vai continuar.

Os auditores discordam de diversos itens relacionados aos servidores públicos na Reforma da Previdência. Um deles é a idade mínima. O sistema que atende o trabalhador comum vai continuar igual ao que é hoje. Os homens podem se aposentar aos 53 anos de idade, após uma contribuição de 35 anos e as mulheres aos 48 anos, após contribuição de 30 anos. Já os funcionários públicos tem o seu tempo ampliado. Os homens se aposentam com 60 anos e as mulheres 55 anos, mesmo que a contribuição passe dos 35 anos.

A quebra da paridade também está desagradando a categoria. “Sem as gratificações, com o passar do tempo o salário vai virar em nada”, reclama o presidente da delegacia sindical de Curitiba da Unafisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal), Norberto Antunes Sampaio.

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