O ex-assessor especial do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) e suposto operador do esquema de propinas atribuído ao peemedebista, Ary Costa Filho, o “Ary Fichinha”, convocou um padre como testemunha de defesa. “Ary Fichinha” é réu por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Marcelino Modelski foi pároco da Igreja de São Jorge, em Quintino, no Rio. Atualmente, ele prega na Paróquia São Benedito, em São Paulo.

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Em 2010, o padre celebrou a renovação de votos do casamento de Sérgio Cabral e da advogada Adriana Ancelmo. A cerimônia no Palácio Laranjeiras, no Rio, foi organizada para “abençoar as alianças do casal”.

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O rol de testemunhas de “Ary Fichinha” consta da resposta de sua defesa à acusação do Ministério Público Federal. No documento, os advogados de Michel Asseff, Michel Asseff Filho, Júlio Cezar Borges Leitão e Marco Aurélio Asseff, que subscrevem a peça, pedem que a denúncia seja rejeitada pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal, no Rio, “por absoluta ausência da descrição dos fatos praticados por Ary Filho”.

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Apontado como “um dos operadores mais importantes” do grupo criminoso de Cabral investigado pela Procuradoria da República, Ary Filho é suspeito de ter atuado para lavar ao menos R$ 10 milhões em propinas por meio de concessionárias de carros e compras de imóveis no Estado do Rio. Deste valor, segundo os investigadores, R$ 8 milhões teriam sido destinados a Cabral.

A defesa solicita ainda uma “perícia nos aparelhos celulares e computadores apreendidos” com “Ary Fichinha” e “nos imóveis em que foram cumpridos os mandados de busca e apreensão”.

Ary Filho era servidor da Secretaria de Estado da Fazenda do Rio, cedido à Secretaria da Casa Civil e foi exonerado em 6 de dezembro de 2016. O operador do ex-governador foi preso em fevereiro na Operação Mascate, desdobramento da Calicute, que prendeu Sérgio Cabral.

O ex-governador está preso desde novembro no presídio de Bangu 8 por suspeita de recebimento de uma mesada de R$ 850 mil das empreiteiras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia. O ex-governador responde a seis ações penais na Lava Jato por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro.

A reportagem procurou o padre Marcelino Modelski por meio da Arquidiocese de São Paulo. O espaço está aberto para manifestação.