O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), conversou nesta tarde com o presidente do Senado, Renan Calheiros, sobre o entendimento da comitiva de parlamentares brasileiros para cumprir agenda em Caracas. Segundo Aécio, após o telefonema, Renan se comprometeu a ligar para a presidente Dilma Rousseff em busca de uma solução. Depois de deixar o aeroporto, no início desta tarde, a comitiva brasileira teve retornar ao local em razão do engarrafamento e de manifestações ocorridas no trajeto.

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“Renan disse que vai ligar para a presidente. Estamos cobrando uma manifestação formal. Esse incidente diplomático é da maior gravidade”, afirmou Aécio. Os senadores viajaram à capital venezuelana para tentar visitar Leopoldo López, preso por atuar como líder oposicionista ao governo venezuelano Nicolás Maduro.

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado, em ligação realizada para parlamentares no Brasil pediu que o caso fosse comunicado na Tribuna do Senado. “Estamos sitiados aqui, sem poder andar. Com batedores de faz-de-conta. Está tudo obstruído”, afirmou.

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Entre possíveis motivos para o engarrafamento nas redondezas do aeroporto de Caracas está a chegada de Jhonny Bolívar, que foi transferido da Colômbia para a Venezuela no dia de hoje, no mesmo momento em que desembarcavam os senadores brasileiros. O venezuelano foi capturado em Barranquilla, Colômbia. Ele era procurado desde março de2014, por causa do assassinato de Adriana Urquiola.

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Integrantes da comitiva de senadores em Caracas alegam, inclusive serem alvo de uma “armação” para tentar impedi-los de cumprir a agenda junto a políticos opositores ao governo de Nicolás Maduro.Depois de ficar parado em uma das vias de acesso ao presídio próximo ao bairro Montesano, o ônibus com os parlamentares brasileiros acabou retornando ao aeroporto. Os senadores viajaram à capital venezuelana para tentar visitar Leopoldo López, preso por atuar como líder oposicionista ao governo venezuelano Nicolás Maduro.

A comitiva de senadores estava sendo acompanhada por batedores venezuelanos, o que não impediu que eles ficassem parados no caminho do presídio onde iriam visitar Leopoldo López. Antes de ficarem paralisados em uma das vias de Caracas, o ônibus com parlamentares brasileiros foi alvo de manifestantes, que aproveitaram o engarrafamento para protestar contra a vinda de parlamentares brasileiros com gritos como “Chávez não morreu se multiplicou” e ” Fora, fora”.

As hostilidades começaram logo depois de os senadores deixarem a base aérea, onde tiveram que “furar” o cerco dos batedores. A comitiva é formada pelos senadores Aécio Neves (PSDB), Aloizio Nunes (PSDB), Cássio Cunha Lima (PSDB), Ronaldo Caiado (DEM), Agripino Maia (DEM), Sérgio Petecão (PSD), Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e José Medeiros (PPS-MT).