O presidente estadual do PT, André Vargas, disse que não é contra a realização de prévias do partido em Curitiba para a escolha do candidato a prefeito nas eleições do próximo ano, mas que é sua obrigação apostar no entendimento e evitar o processo interno de disputa. Vargas afirmou que não vai polemizar com setores do partido e a direção executiva municipal, que aprovou resolução repelindo qualquer tentativa de interferência de outras instâncias na condução do processo eleitoral.
Vargas disse que o objetivo, não apenas da direção estadual, mas também da direção nacional, é vencer a eleição em Curitiba. ?E é com essa responsabilidade que eu estou propondo o entendimento. E também com o direito de filiado de Londrina de me manifestar. Estamos num País democrático?, justificou o dirigente estadual do partido, afirmando que não está contestando a autonomia da direção municipal para coordenar o processo.
O problema não é realizar prévias entre os candidatos, mas atrasar todo o processo de organização do partido em Curitiba, disse Vargas, que está preocupado com o andamento dos entendimentos sobre alianças. ?Se tiver que fazer prévias, vamos fazer. Agora, não pode é levar essa discussão até o ano que vem?, comentou o deputado federal petista.
Para Vargas, quem quer que seja o candidato tem que ter as condições para trabalhar a candidatura e fazer andar as conversas sobre coligações. Ele disse ainda que confia no bom senso do partido em Curitiba, mas que prévia não é obrigação do partido. ?É um instrumento para resolver democraticamente os dilemas que não possam ser solucionados pelo entendimento. Aí vamos para o voto. Mas estamos num partido político e não burocrático. Isso muito bem expressou o grupo do deputado dr. Rosinha no documento que divulgaram sobre a necessidade do diálogo?, afirmou o presidente estadual do PT, ao responder às críticas que recebeu da vereadora professora Josete, que o criticou por condenar a escolha do candidato por meio de prévias.
Até agora, três nomes estão sendo cogitados internamente: a ex-candidata ao Senado Gleisi Hoffmann, o deputado estadual Tadeu Veneri e o militante Luiz Herlain. Vargas afirmou que Gleisi é a única competitiva e que já disse isso a Veneri. ?Já tive uma conversa franca e tranqüila com o Tadeu. Já disse a ele tudo isso?, afirmou.
Alianças
Vargas afirmou que a eleição em Curitiba, assim como a das principais cidades do Estado, serão ?bem cuidadas? pelo diretório estadual e também pela direção nacional. A definição dos candidatos precede as negociações sobre alianças e também a construção da chapa de candidatos a vereador, afirmou.


