| Gerson Kleina/O Estado |
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| Deputado federal Rubens Bueno conversa como ex-governador Paulo Pimentel, na redação de O Estado. |
As recentes mudanças ocorridas no PSDB, com alterações em sua liderança e na composição política para a próxima eleição, colocando Aécio Neves como protagonista da disputa presidencial de 2014, definidas na última convenção do partido, realizada no sábado (28), pode causar alterações nos rumos de outros grupos políticos também. No entanto, para o PPS, um dos principais aliados do PSDB, as mudanças do partido foram vistas como positiva, de acordo com eu líder, o deputado federal Rubens Bueno.
“Com essa situação de José Serra aceitar a condição de não ser mais o protagonista do partido, deixando esse papel para Aécio Neves, o PSDB consegue evitar um grande racha e isso é muito positivo para todos”, comenta.
Apesar de ser aliado do PSDB na briga pela eleição presidencial e também no governo estadual do Paraná, Bueno admite que o PPS pode participar de coligações diferentes nas eleições municipais do ano que vem. “O partido delibera para que cada estado possa fazer suas próprias alianças ou lançar candidaturas próprias, como é o caso de Curitiba”.
Mesmo com sua filha, Renata Bueno, surgindo como principal nome do PPS na disputa pela Prefeitura de Curitiba, o deputado federal informa que o candidato do partido ainda não está definido. “Neste momento, estamos em um período de preparação para a campanha eleitoral, realizando reuniões semanais nos bairros para discutir problemas da comunidade, e acreditamos que os nomes para a eleição do ano que vem vão aparecer naturalmente”. Para ele, outro forte concorrente à candidatura para a prefeitura da capital seria o atual presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), Marcos Isfer.
O deputado ainda afirma que a decisão de uma candidatura própria do PPS não deve causar problemas com o PSDB. “Temos um compromisso com o Beto Richa como prefeito até o próximo ano, quando terminam os quatro anos referentes ao mandato dele, e como governador até 2014, quando também encerra sua gestão”, explica. Segundo ele, para o próximo ano, o PPS só deve participar de uma coligação se concluir que não tem condições de lançar uma candidatura própria.
Caso Palocci
No Congresso, Rubens Bueno tem sido um dos principais parlamentares no movimento que pede investigações em relação ao patrimônio do ministro da Casa Civil, Antônio Palocci (PT), que aumentou consideravelmente no período entre 2006 e 2010, quando era deputado federal. Apesar de a presidente Dilma Rousseff (PT) ter se manifestado alegando que o envolvimento de parlamentares nessa questão poderia politizar as investigações, Bueno afirma que vai continuar insistindo no assunto.
“Estamos agindo em todas as frentes, com a sociedade, o Congresso, o Ministério Público, a Ordem dos Advogados do Brasil e o Supremo Tribunal Federal, para que haja a investigação porque se ela não for feita, a situação pode contaminar o governo como um todo e a sociedade, fazendo com que haja uma perda de respeito pela cidadania e pela democracia, ainda mais porque sabemos que Palocci é reincidente”.
Atuação no Congresso
Além de sua atuação em relação à investigação de Palocci, Bueno ressalta que uma de suas principais ações no Congresso atualmente são a apresentação da proposta do PPS para a Reforma Política e projetos de lei baseados em demandas apresentadas por seus eleitores. “O PPS é o únicon partido que já tem uma proposta consolidada para a Reforma Política e, por isso, estamos tentanto articular aliados para aprová-la no Congresso”.
Entre os projetos de lei do deputado estão uma proposta para tornar o DPVAT facultativo, outra para tornar os proprietários de carvoarias responsáveis socialmente por danos à saúde que seus funcionários possam apresentar e ainda outra que prevê mudanças na utilização de créditos acumulados pelos consumidores em linhas de telefonia fixa e móvel.