CÂMARA MUNICIPAL

Além de esposa e sogra, Derosso também beneficiou cunhada com cargo público

Desde que surgiram as primeiras denúncias a respeito de irregularidades cometidas pelo presidente da Câmara Municipal de Curitiba, João Claudio Derosso (PSDB), não param de surgir novos questionamentos a respeito de suas atividades no cargo. Nesta terça-feira (9), o deputado federal Dr. Rosinha (PT) divulgou mais uma denúncia a respeito do vereador. Segundo ele, Derosso nomeou sua cunhada, Renata Queiroz Gonçalves dos Santos, para cargos na casa neste ano.

Primeiro, ela teria ocupado a função de assistente técnico parlamentar II, código C-7, cujo salário é de R$ 2,8 mil, para depois ser transferida para o cargo de consultora CC-5, com vencimentos de R$ 4,7 mil. A passagem de Renata pela Câmara teria acontecido entre janeiro e abril de 2011.

O deputado já tinha denunciado anteriormente o fato de Derosso beneficiar sua esposa, Claudia Queiroz Guedes, e sua sogra, Noêmia Queiroz Gonçalves dos Santos, com cargos públicos, na Câmara, na Prefeitura de Curitiba e no governo do estado. Essa situação caracterizaria, para Rosinha, “nepotismo cruzado”.

“Os fatos demonstram que, na condição de presidente da Câmara há uma década e meia, Derosso agia como se fosse o dono de uma empresa familiar, praticando nepotismo e outros tipos de favorecimento a parentes, com plena confiança em sua própria impunidade”, avalia Rosinha.

Conselho de Ética

Apesar de Rosinha ter divulgado diversas denúncias contra Derosso, há possibilidade de que nenhuma delas seja considerada durante o depoimento do vereador ao Conselho de Ética da Câmara, no próximo dia 18. “Essas denúncias do deputado Dr. Rosinha não chegaram a nós e não podemos entrar em um caso sobre o qual não fomos provocados”, explica o presidente do Conselho, Francisco Garcez (PSDB).

De acordo com ele, dos dois pontos previstos para constar na pauta do depoimento de Derosso – uso ilegal da verba de publicidade da Câmara e contratação irregular de funcionários -, somente o primeiro é objeto de denúncias recebidas pelo Conselho. “Por enquanto, só foram protocoladas quatro denúncias sobre a primeira matéria relacionada, mas todas as denúncias que recebermos vão entrar na pauta da reunião do dia 18. Por isso, estamos abertos para recebê-las”, comenta.

Nova representação

O caso de “falta de denúncias” pode ser resolvido ainda nesta terça-feira, quando a vereadora Professora Josete (PT) pretende protocolar uma nova representação contra Derosso no Conselho de Ética da casa. A petista deve denunciar o tucano pelo descumprimento da súmula antinepotismo do Supremo Tribunal Federal, em vigor desde agosto de 2008, que proíbe a contração de familiares até 3.º grau em todas as instâncias do poder público. Além disso, Derosso é acusado de beneficiar a empresa de sua esposa em uma licitação para contratação de serviços de publicidade em 2006.

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