Ao anunciar o economista Renato Villela como novo secretário da Fazenda, o governador reeleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), prometeu nesta sexta-feira, 12, mais rigor fiscal a partir do ano que vem. “Como sempre fizemos. É um trabalho permanente. Você sempre pode fazer mais, fazer melhor, com menos dinheiro”, disse o governador em coletiva de imprensa convocada no Palácio dos Bandeirantes, zona sul da capital, para apresentar o novo secretário.

Em seu primeiro discurso, Villela disse que o ajuste fiscal é uma postura. “Ajuste fiscal não é algo que começa ou termina por conta de um ano que vai ser difícil. É uma postura”, afirmou o economista. Ele disse ainda que vai trabalhar “de acordo com o que a economia estiver apontando”.

“Há 20 anos São Paulo se destaca no cenário nacional por ter essa postura fiscal bastante presente. Não esperem que vai ter uma inflexão significativa naquilo que a Secretaria da Fazenda vem fazendo. Apenas é a continuidade, de trabalhar junto e de acordo com o que a economia estiver apontando”.

Para o economista, o convite para compor o primeiro escalão do governo de Alckmin é o “ponto alto” de sua carreira. Formado pela PUC-Rio, Villela ocupará o cargo de Andrea Calabi a partir do ano que vem. Ele assume a pasta em um ano cujo orçamento será “apertado”, segundo as próprias previsões do governo estadual. Em setembro, ao encaminhar a peça orçamentária de 2015 para a Assembleia Legislativa de São Paulo, Calabi avaliou que o baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) refletiria nas contas do governo.

O economista foi adjunto do futuro ministro da Fazenda do governo Dilma Rousseff, Joaquim Levy, quando ele era secretário da Fazenda da gestão de Sérgio Cabral (PMDB), no Rio. Em 2010, com a saída de Levy, Villela assumiu a pasta. O economista foi diretor adjunto do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), secretário adjunto do Tesouro Nacional e subsecretário de Fazenda da prefeitura do Rio na gestão de Cesar Maia (DEM).

Alckmin elogiou a “larga experiência” de Villela, que já passou pelo setor público e privado. Segundo o governador, a relação de Villela com o futuro ministro da Fazenda não pesou na escolha de seu nome para a integrar o primeiro escalão no novo mandato. “O Dr Renato era um dos nomes que nós já vínhamos avaliando quando nem sabíamos que Joaquim Levy seria ministro”, disse Alckmin.

A avaliação interna é que Calabi, que já havia anunciado que deixaria o cargo, tinha perfil “muito teórico”, apresentava “poucos resultados” e não tinha boa relação com a Secretaria de Planejamento.