O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta sexta-feira que discorda que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, seja o nome mais viável em uma eleição indireta para continuar as reformas econômicas na eventual queda do presidente Michel Temer (PMDB).

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O tucano afirmou que, no cenário de eleição em um colégio eleitoral no Congresso Nacional, é preciso garantir que as reformas continuem. “Eu acho que nós temos que apoiar as reformas, e as apoiaremos porque elas são necessárias ao País, independente de nomes”, disse Alckmin, ao responder se Meirelles seria o único nome em condições de levar adiante esta missão, em coletiva de imprensa após inaugurar uma usina solar no Parque Cândido Portinari, na zona oeste da capital paulista.

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Mais cedo, ele defendeu os nomes do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) para concorrer a um eventual pleito de transição. Ele voltou a dizer que não será candidato em uma eleição indireta. “Eu, de antemão, já (estou) totalmente fora”, disse o governador. “Minha tarefa é trabalhar aqui por São Paulo.”

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Depois de falar que é preciso apoiar o governo para garantir o encaminhamento das medidas econômicas, o tucano afirmou que o compromisso do PSDB não é com o governo de Michel Temer, mas com o País. Ao comentar a reunião que teve com Tasso Jereissati, o prefeito de São Paulo João Doria e FHC na casa do ex-presidente nessa quinta-feira, o governador relativizou o apoio irrestrito a Temer e disse que é preciso “acompanhar os fatos”.

“O nosso compromisso não é com o governo, é com o Brasil, é com o País. É preciso ter cautela neste momento, responsabilidade, não deixar a economia se deteriorar, pelo contrário, estimular tudo que pode gerar emprego, e acompanhar os fatos”, afirmou. O partido vai esperar o julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tomar uma decisão de ficar ou desembarcar do governo.