Hauly e Camargo tentam jogar
definição para dezembro.

Único remanescente do grupo ligado ao senador Alvaro Dias no PSDB e um dos interessados em assumir o comando do PSDB estadual, o deputado federal Luiz Carlos Hauly negou a existência de um acordo para que Scalco assuma a presidência da sigla no Paraná.

Já o vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa, que como Hauly também estava cotado para presidir o partido, disse que abre mão das suas pretensões para ter Scalco no comando do PSDB estadual.

Hauly afirmou que não vê nenhum obstáculo para a volta do ex-secretário geral da Presidência da República, Euclides Scalco, ao comando do partido no Paraná, mas defendeu o adiamento do processo de renovação da direção estadual. Hauly afirmou que a direção nacional está analisando um pedido seu e do deputado federal Affonso Camargo para que a definição sobre a nova direção do partido no Paraná fique para dezembro.

Para o deputado, o partido não precisa redefinir o comando agora para começar a se estruturar para as eleições municipais do próximo ano. “A reorganização do PSDB no país inteiro está sendo prorrogada. Aqui, o partido já está se preparando para a eleição, sem necessidade de atropelar o processo de renovação da executiva”, afirmou.

Boas vindas

Beto Richa, que tem seu nome citado como um possível candidato à prefeitura de Curitiba no próximo ano, acha que há urgência na definição da nova executiva. E que Scalco é o melhor nome que o partido dispõe para conduzir o processo de preparação do partido para as próximas eleições.”É um dos melhores quadros da política nacional. Sua volta só pode ser bem vinda. Meu nome foi lançado por alguns companheiros para a presidência estadual, mas já abro mão”, disse.

O vice-prefeito de Curitiba avalia que a saída de três deputados federais do partido – Odílio Balbinotti, Chico da Princesa e Alex Canziani – , no início do ano, força uma reformulação no comando estadual do partido. Os três integravam a executiva estadual e ainda não foram substituídos. O mandato da atual comissão executiva provisória, comandada pelo ex-deputado federal Basílio Villani, venceu em dezembro do ano passado.