Após muita confusão e troca de acusações entre os dois grupos que disputaram a eleição, o vereador Aílton Araújo (PSC) foi eleito, na tarde desta terça-feira (16), presidente da Câmara dos Vereadores de Curitiba. O candidato do PSC venceu a chapa encabeçada pelo vereador Chicarelli (PSDC) por 25 a 11. O Professor Galdino (PSDB) foi o único vereador que não votou.

Os demais membros da Mesa Diretora eleitos no pleito de hoje foram Felipe Braga Cortes (PSDB), 1º vice-presidente; Cristiano Santos (PV), 2º vice-presidente; Pedro Paulo (PT), 1ªº secretaria; Paulo Rink (PPS), 2ª secretaria; Serginho do Posto (PSDB), 3ª secretaria e Dona Lourdes (PSB), 4ª secretaria.

Após a votação, o vereador Valdemir Soares (PRB) pertencente à chapa derrotada disse que pedirá a impugnação do pleito, alegando que o registro da chapa vencedora foi feito fora do prazo regimental da Casa.

“A eleição foi totalmente irregular. Não haveria problema de nossa chapa ser derrotada, mas ocorre que a outra chapa apresentou uma inscrição ilegal, fora do prazo. Nossos advogados vão atuar e na semana que vem acreditamos que teremos o resultado e tenho certeza que haverá uma nova eleição. Será um momento histórico na política local, com uma nova eleição”.

O vereador Aílton questiona a afirma de Valdemir afirmando que a chapa vencedora foi registrada às 18h10 de segunda-feira (15) e que o horário de expediente da Câmara vai até 18h15.

“Eles (a outra chapa) se apegaram a uma resolução de 2011 que definia que o horário de expediente era até 18h. Contudo, em novembro deste ano uma nova resolução elaborada estendendo o horário até 18h15. Portanto, nossa chapa foi inscrita dentro do prazo”.

O presidente eleito acusou Valdemir Soares de tentar sabotar o pleito ao rasgar o requerimento que continha os nomes dos candidatos da chapa vencedora.

“Estávamos com a chapa pronta, apenas aguardando as assinaturas dos vereadores Tico Kusma (PROS) e Noemia Rocha (PMDB). Às 17h20, Tico Kusma assinou, porém a vereadora Noemia estava presa em seu gabinete com o Vademir que não a deixava sair. Decidimos então levar a relação no gabinete dela para que ela assinasse. Neste momento, o Valdemir esticou a mão por cima da mesa e rasgou a lista, mas ainda assim conseguimos registrar nossa chapa em tempo hábil”.

Aílton Araújo ainda criticou a postura dos vereadores Valdemir e Chicarelli que, segundo ele, tiveram uma postura parlamentar inaceitável após a derrota. “A que ponto chega a molecagem de alguns vereadores. O Valdemir estava aos berros no plenário e o  Chicarelli pegou um copo de água e jogou nos membros da Mesa Executiva. Deveria sair preso dali”. O vereador Chicarelli foi procurado pela reportagem do Paraná Online, mas não foi localizado até o fechamento da edição.

A respeito da linha de atuação que pretende aplicar como presidente da Câmara, Aílton disse que manterá a política adotada por Paulo Salamuni (PV) com destaque para a austeridade e transparência.

“A austeridade nos permitiu economizar R$ 10 milhões ano passado e R$ 11 milhões este ano. Já a transparência pode ser vista na divulgação pública da folha de pagamento dos funcionários da Câmara e na implantação do ponto biométrico, assim ninguém poderá dizer que existem funcionários fantasmas na Casa”.