politica

Advogado de Temer se diz ‘confiante’ e o de Dilma espera prazo maior para defesa

Na entrada do plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde ocorre a sessão extraordinária que aprecia o pedido de cassação da chapa Dilma-Temer por abuso de poder político e econômico em 2014, o advogado do presidente Michel Temer, Gustavo Guedes, se limitou a dizer que “está confiante”. O julgamento começou por volta das 9h30 desta terça-feira, 4.

O Planalto conta com um pedido de vista para adiar a análise do processo. Na segunda-feira, 3, a defesa de Temer entregou aos ministros pareceres nos quais indica, entre outras coisas, a invalidade dos depoimentos de executivos da Odebrecht. Se o julgamento for suspenso nesta terça-feira, a expectativa é de que seja retomado apenas na última semana do mês.

Flávio Caetano, advogado da ex-presidente Dilma Rousseff, conta com a ampliação do prazo para apresentar alegações finais. O prazo dado pelo relator, ministro Herman Benjamin, foi de dois dias, mas a defesa da petista pede cinco dias de prazo. Segundo Caetano, na “reta final houve um atropelo”. “O direito de defesa não foi respeitado”, afirmou o advogado.

A pressa do ministro Herman Benjamin, que é relator do processo, em liberar para julgamento a ação incomodou integrantes do (TSE), segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo. Pelo menos dois ministros criticaram reservadamente o prazo de 48 horas fixado por Herman Benjamin para que o PSDB – responsável por mover a ação contra a chapa – e as defesas de Dilma e Temer apresentassem suas alegações finais. “O ideal seria cinco dias. A decisão dele não atendeu aos critérios da razoabilidade”, afirmou um ministro ao Broadcast Político, sob a condição de anonimato.

Caetano disse que a ex-presidente Dilma deve acompanhar o julgamento e que está “tranquila” e “confiante”. “Dilma sempre achou que esse processo não tinha razão de ser. Continua confiando na justiça e que os seus 54 milhões e 500 mil votos, que foram legítimos, sejam mais uma vez reconhecidos como válidos”, afirmou.

O advogado da petista disse que não é possível separar a prestação de contas, como pede a defesa de Temer. “A prestação de contas é única, é assinada por Dilma Rousseff, Michel Temer e Edinho Silva e toda a campanha foi feita pelos dois. A chapa é indivisível.”

O advogado do PSDB, acusação no processo, José Eduardo Alckmin, defendeu que a Corte encontre uma “solução segura” dentro do “tempo mais curto possível”. Sobre os depoimentos da Odebrecht, Alckmin disse que eles receberam destaque por parte do Ministério Público e evitou avaliar qual seria o prejuízo para o processo com a possível invalidação das revelações feitas pelos executivos. “Claro que os depoimentos da Odebrecht contaram. Mas há outras provas também”, disse Alckmin.

Grupos de WhatsApp da Tribuna
Receba Notícias no seu WhatsApp!
Receba as notícias do seu bairro e do seu time pelo WhatsApp.
Participe dos Grupos da Tribuna
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.