O advogado Edson Ribeiro, preso nesta quarta-feira, 25, na Operação Lava Jato defendia o ex-diretor da área Internacional Nestor Cerveró desde o início das investigações. O criminalista é responsável pela defesa de Cerveró nos autos da Lava Jato na 1ª instância, no Paraná.

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Cerveró está preso desde janeiro deste ano. O ex-diretor já foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato. Em notas enviadas à imprensa, o defensor se mostrava contrário à delação premiada.

“Enquanto eu for advogado de Nestor Cerveró, não haverá delação premiada. Não tenho nada contra, mas eu sou contra a utilização de prisões preventivas para a obtenção de delação. É um método antidemocrático”, disse Ribeiro após uma das condenações de Cerveró na Lava Jato.

Para o advogado, as prisões preventivas da Lava Jato tinham como objetivo obter delações premiadas. Em um dos processos, o juiz federal Sérgio Moro impôs a Cerveró 12 anos e 3 meses de prisão, por corrupção e lavagem de dinheiro por recebimento de propina em cima de contratos de navios-sonda da Petrobras. Em outra ação, o ex-diretor foi condenado a cinco anos de detenção pelo crime de lavagem de dinheiro na compra de um apartamento de luxo em Ipanema, no Rio.

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Em maio deste ano, Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato na primeira instância, aplicou multa de 55 salários mínimos (R$ 43.340) ao advogado Edson Ribeiro, por “abandono” de um dos processos que o ex-diretor respondia. A sanção foi revogada pelo magistrado alguns dias depois.

Moro havia dado um prazo para que a defesa do ex-diretor apresentasse suas alegações finais nos autos em que Cerveró havia sido denunciado por lavagem de dinheiro na compra via offshore uruguaia de uma cobertura de R$ 7,5 milhões em Ipanema, no Rio.

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“O abandono ocorre em processo, com acusado preso, retardando o julgamento, isso após intimação pessoal, e aparentemente faz parte de uma estratégia processual reprovável”, assinalou o juiz da Lava Jato à época.

A reportagem ligou na manhã desta quarta-feira para o escritório de Edson Ribeiro. Um homem que se disse funcionário do advogado afirmou que não poderia se manifestar sobre a prisão do criminalista.