A bancada governista boicotou ontem a reunião da Comissão de Constituição e Justiça e novamente foi adiada a votação do veto ao reajuste retroativo a fevereiro para os professores da rede pública estadual. Na semana passada, a apreciação do parecer foi interrompida por um pedido de vistas apresentado pelo deputado Mário Bradock (PMDB).

O líder do governo na Assembléia Legislativa, Natálio Stica (PT), negou que tenha orientado a manobra para atrasar a votação do veto, que já motivou uma ação judicial da bancada de oposição. Os adversários do Palácio Iguaçu alegam que o prazo para a votação do veto já venceu e que nenhum outro projeto pode ser votado em plenário antes que o reajuste dos professores seja definido pelos deputados. Stica disse que está pronto para votar o veto a qualquer momento. Ele garantiu que o governo tem número suficiente para a manutenção do veto.