Depois de quatro dias de discussões e votações, o plenário da Câmara dos Deputados encerrou a votação em primeiro turno da Reforma da Previdência. O texto-base foi aprovado na noite de quarta-feira (10), por 379 votos a 131, mas a votação do segundo turno ficou para após o recesso, em agosto.

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Apesar da promessa anterior de que os dois turnos da reforma seriam votadas ainda antes do recesso, o atraso no processo acabou adiando o segundo turno pra dia 6 de agosto, quando voltam os trabalhos legislativos. Segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o atraso foi fruto da ‘falta de organização’ do governo de Jair Bolsonaro. “Você não ter um governo organizado atrapalha muito. Tem muita conversa, fofoca. Perdemos todo o inicio da semana tentando organizar a base então só foi possível começar na quarta”, afirmou, ao canal Globo News.

Entre quinta e esta sexta-feira (12), os deputados aprovaram quatro destaques (mudanças) ao texto-base, reduzindo as idades mínimas de aposentadoria para policiais federais e professores da ativa, diminuindo o tempo mínimo de contribuição para homens da iniciativa privada e garantindo uma fórmula de cálculo do benefício mais vantajosa para as mulheres.

Maia classificou como positivo o resultado das votações, e reiterou as difíceis negociações feitas para se chegar à aprovação. “Muito positivo. É um texto forte. Não conheço nenhum outro país que tenha feito uma reforma tão ampla, dura. Estamos tratando de um governo que tem uma base muito desorganizada, ou não tem base, então eu, o relator, os lideres de diversos partidos que tivemos que organizar a votação”.

Futuro

Agora, o texto vai passar por uma nova redação e votação na comissão especial. A sessão está convocada para as 20h30 e deve durar entre duas e três horas. O segundo turno, porém, será somente em agosto. O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), confirmou que a nova votação em plenário será feita em 6 de agosto, contrariando as expectativas do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de encerrar ainda em julho, antes do recesso parlamentar.

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