Absolvido do crime de corrupção ativa na ação penal do mensalão, o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto (sem partido) optou por não ver o julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal).

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Segundo sua assessoria, ontem, por exemplo, quando ocorria a sessão de julgamento que confirmou sua absolvição por maioria, ele participava de reuniões de trabalho em Belo Horizonte.

Na semana passada, quando houve o voto do relator Joaquim Barbosa pela sua absolvição, Adauto também estava na capital mineira, em compromissos como prefeito de Uberaba (MG).

A pessoas próximas o ex-ministro se disse “extasiado” com o voto de Joaquim Barbosa, pois ele lhe deu a expectativa de ser absolvido por unanimidade pelo crime de corrupção ativa.

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À reportagem ele disse hoje que só vai falar sobre o assunto quando terminar o julgamento do crime de lavagem de dinheiro –segunda e última acusação contra ele no caso.

Na sexta-feira passada, ele havia dito que houve um “julgamento prévio” pela sua condenação, principalmente por parte da imprensa, gerando uma situação de “insegurança política”.

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Apesar disso, afirmou ele na ocasião, ele disse que conseguiu se reeleger prefeito em 2008 e que sempre considerou “absurda” a acusação, pois hão havia provas.
Ontem, o advogado Roberto Garcia Lopes Pagliuso, que defende Adauto, afirmou que os ministros do STF conseguiram identificar a falta de provas contra seu cliente em relação ao crime de corrupção ativa.

“Não havia realmente prova desse envolvimento do Anderson Adauto e a denúncia era improcedente. Então, fiquei muito satisfeito com a análise, inclusive do fato de ter partido do próprio relator. Foi o relator que pediu a absolvição.”

O advogado aguarda a absolvição também de Adauto do crime de lavagem de dinheiro. “Não está caracterizado o crime na conduta dele de receber os recursos, da forma que ele fez.”