Rio (AE) – O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guido Mantega, não acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) vá crescer 3,5% em 2005, como apontam estimativas já apresentadas pelo governo. Segundo ele, a expansão deverá se situar entre 2,5% e 3%. Para ele, a queda de 1,2% do PIB no terceiro trimestre, em relação ao período anterior, foi resultado de um "excesso de zelo" da política monetária do Banco Central (BC).

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"A desaceleração (do PIB) foi provocada pela política monetária restritiva", afirmou Mantega, enfatizando que o recuo é momentâneo, pois já há sinais de que a economia continuará crescendo. Como prova dessa expansão, Mantega destacou que os desembolsos do BNDES, em novembro, foram de, aproximadamente, R$ 6 bilhões, ante R$ 3,8 bilhões de outubro. Para ele, também houve um "problema de gestão" das autoridades monetárias, que quiseram reduzir o nível da demanda.

O diretor de Planejamento do BNDES, Antonio Barros de Castro, calcula que seria necessário um crescimento de 2% do PIB no quarto trimestre para que haja uma expansão de 2,4% da economia este ano. Na avaliação de Mantega, o principal fator que pode impulsionar o crescimento do PIB é a queda da taxa básica de juros (Selic, atualmente em 18,5% ao ano).

No entanto, o executivo não quis dizer qual redução que considera ideal. "O Copom poderia nos dar um presente de Natal, fazendo uma redução substancial (dos juros)", afirma, ressaltando que a crise política não teve influência para o recuo do PIB.

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Mantega e Barros de Castro participaram hoje (30) de divulgação da "Sinopse do Investimento", publicação trimestral do BNDES sobre a contribuição do banco no volume de investimentos no País. De acordo com esse levantamento, a participação dos desembolsos do BNDES para investimentos fixos e formação bruta de capital é de 12%.

De janeiro a outubro, a instituição financiou R$ 33,7 bilhões, o que representou crescimento de 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Os recursos destinados para a indústria tiveram expansão de 40,7%.

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