O inspetor adjunto de detetives da Polícia Civil de Minas Gerais, David Rodrigues Alves, não confirmou que os recursos sacados por ele nas contas da SMP&B teriam sido destinados ao publicitário Duda Mendonça. Alves prestou depoimento pela segunda vez na sede da Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte.

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Segundo informações do delegado Alexandre Leão, responsável pela Comunicação da PF no Estado, Alves não acrescentou novas informações aos policiais federais, em relação às primeiras declarações.

Alves foi o principal sacador das contas da agência SMP&B, uma das empresas do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, segundo a lista do Conselho de Fiscalização Financeira (Coaf) do Banco Central.

Entre março de 2003 e fevereiro de 2004 o policial efetuou saques da ordem de R$ 4,9 milhões em agências do Banco Rural na região central da capital mineira. Ele reafirmou hoje ter recebido de R$ 50 a R$ 100 por operação realizada e reiterou desconhecer o destino dos recursos. Negou também conhecer o empresário Marcos Valério.

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Segundo o delegado Leão, o policial voltou a declarar que trabalhou para a empresa de factoring Sólida entre os anos de 1997 e 2002, quando foi apresentado pelo proprietário da empresa, Paulo Roberto Grapiúna ao doleiro Haroldo Bicalho que, por sua vez, fez o contato com o sócio de Marcos Valério nas agências de publicidade, Cristiano Paz Mello. O dinheiro sacado, de acordo com o depoimento, era entregue à diretora financeira da SMP&B, Simone Vasconcelos e ao sócio-diretor da agência Cristiano Paz.

Antes de David Rodrigues Alves, os delegados da PF ouviram o ex-office boy da SMP&B, Alessandro Ferreira. que confirmou ter realizado alguns saques das contas da agência de publicidade a pedido da gerente financeira da empresa, Geyza Dias, e uma pessoa subordinada a ela. Ferreira disse se lembrar do valor de pelo menos três saques, que somariam R$ 340 mil.

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Com as declarações do policial civil e do office boy, a PF encerrou, nesta sexta-feira, a coleta de 16 novos depoimentos, realizada ao longo de toda esta semana a pedido da CPMI dos Correios. De acordo com o delegado Leão, todas as novas informações vão seguir ainda hoje para a PF, em Brasília, e serão encaminhadas aos deputados que integram a comissão.