Policiais protegiam bingos e faziam grampos

A Operação Hurricane revela que um batalhão a serviço da cooptação de agentes públicos, escutas ilegais e pagamento de propinas, envolvendo inspetores e agentes da Polícia Civil, dava proteção aos bingos do Rio. O bando policial trabalhava ligado aos empresários filiados à Associação dos Representantes dos Bingos (Aberj), chefiada pelos bicheiros Aílton Guimarães, o Capitão Guimarães, e Aniz Abraão Davi. Boa parte das ?encomendas? era feita pelo empresário Júlio César Guimarães Sobreira, secretário-geral da Aberj e sobrinho de Guimarães.

Segundo a PF, o inspetor Marcos Bretas, o Marcão, funcionava como coordenador do grupo policial. O inquérito descreve em detalhes uma das tarefas encomendadas por Sobreira a Marcão, em janeiro, a realização de grampos ilegais. Segundo a PF, Marcão envolveu na operação os policiais Cláudio Augusto Reis de Almeida e Luiz Carlos Rodrigues de Lima – além de Waldeci Alves de Oliveira, que, segundo o relato da PF, é ?um ex-funcionário da Telemar envolvido no chamado grampo do BNDES (no governo Fernando Henrique Cardoso)?.

Em 22 de janeiro, segundo a PF, Marcão fechou a encomenda dos grampos com Waldeci, por duas semanas, ?pelo preço de 2.0?. A PF conclui que esse valor significa, ?provavelmente?, R$ 20 mil. O trabalho era grampear a empresa Salles e Cia Ltda. e um celular da TIM.

As informações são de O Estado de S.Paulo

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.