A Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (DEDC) conseguiu, na Justiça, as prisões preventivas de nove das 15 pessoas presas durante a Operação Medusa, realizada na semana passada. Os nove principais envolvidos no caso continuam presos e os outros serão liberados, mas todos continuam respondendo inquérito policial. A polícia procura ainda por mais três pessoas acusadas de fazer parte da quadrilha especializada em distribuição ilegal de combustíveis.

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A operação acabou com o esquema de sonegação fiscal que rendia pelo menos R$ 50 milhões ao ano para a quadrilha. ?As pessoas liberadas não atrapalharão a investigação, colaboraram muito até agora e eram apenas usadas pela quadrilha. Os grandes envolvidos continuam presos?, declarou o delegado chefe da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (DEDC), Marcus Vinicius Michelotto.

O delegado ainda conseguiu na Justiça mais três mandados de prisões preventivas. ?Há ainda mais três homens que devem ser presos em breve?, afirmou. Segundo o delegado, a polícia procura por Josmar Augusto Pinheiro Ocheliski, acusado de ser o contador da quadrilha, e outras pessoas, cujos nomes não são divulgados para não atrapalhar as investigações.

O delegado informou que as Receitas Estaduais do Paraná e Santa Catarina continuam analisando os documentos apreendidos durante a Operação. De acordo com o fiscal da Receita paranaense, Affonso Celso Bancke, as análises ainda devem durar pelo menos duas semanas. ?Ao final das análises, vamos começar a aplicar as multas?, contou. Bancke informou também que a Receita Estadual do Paraná suspendeu, por tempo indeterminado, os créditos tributários das empresas envolvidas no esquema de sonegação fiscal na distribuição de álcool que são a Ciax Comércio de Petróleo, Petrobom, DCP e Sercom.

?Quando o distribuidor paga o ICMS na compra do produto, esse pagamento se transforma em crédito para o próprio distribuidor usar na hora que for pagar o ICMS na venda. É esta transação que está suspensa para todas as empresas envolvidas neste caso?, explicou. O valor do ICMS varia de acordo com o valor do produto. Segundo o fiscal, o ICMS equivale a 18% do valor do álcool tanto na venda quanto na compra.

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