Polícia prende mulher acusada de chefiar o tráfico em bairro da capital

Maria Aparecida Andrade, 41 anos, acusada de tráfico,
e seu namorado André Antônio de Moraes, 24, foram presos por policiais da
Delegacia de Antitóxicos (Datox) durante operação no Barreirinha, em Curitiba,
na tarde desta quarta-feira (02). Dentro do sutiã que Maria usava, uma policial
feminina encontrou 40 pedras de crack embaladas e mais duas pedras maiores, sem
preparo. Também foram apreendidas em sua residência diversas munições calibre 38
e 357.

Os policiais da Datox chegaram a Maria Aparecida por causa de uma
denúncia feita à Ouvidoria da Polícia Civil. A policial que revistou a mulher
encontrou dentro de seu sutiã um porta-moedas, com 40 pedras de crack prontas
para serem comercializadas e outras duas grandes, que depois de partidas,
renderiam aproximadamente 50 pedras. "Ao ser autuada em flagrante, Maria
Aparecida disse que uma inimiga sua, Vera Lúcia Fontana, teria jogado as pedras
de crack dentro de seu sutiã", conta o delegado Wallace de Castro, responsável
pela prisão.

Ao identificar o ponto de distribuição de Maria Aparecida, os
policiais também encontraram Moraes, namorado da criminosa, vendendo pedras de
crack em frente a casa dela. O casal ganharia cerca de mil reais com toda a
droga apreendida.

Segundo informações de testemunhas, a dupla atua em
conjunto desde que Maria Aparecida mudou-se do Parolin, há dois meses. A Divisão
de Narcóticos (Dinarc) já sabia que o tráfico na região da Barreirinha era
liderado por uma mulher. Com a denúncia, o Serviço de Inteligência e Informação
da Dinarc teve acesso a referências importantes para a localização da líder. A
partir daí, a rua indicada pelo denunciante foi alvo da equipe de investigação
durante 10 dias.

O delegado diz que o número de denúncias sobre tráfico no
bairro Barreirinha tem aumentado. "As ações enérgicas no Cajuru, Campo Comprido,
Bairro Alto e na Vila das Torres têm feito alguns criminosos migrarem para
outros lugares. Mas, com o Mapa do Crime ? geoprocessamento ? em mãos e, com as
denúncias, conseguimos identificar todos os movimentos dos traficantes e podemos
realizar ações para combater os crimes", afirma Castro.

Maria Aparecida já
possui um antecedente por tráfico de drogas e dois por homicídio ? ela já havia
cumprido as penas e estava em liberdade. O casal pode pegar até 30 anos de
prisão por estar vendendo drogas perto de um colégio. Os dois estão detidos na
Datox, mas a mulher deve ser transferida para o 9.o Distrito Policial (Santa
Quitéria).

Corregedoria

Em entrevista para a imprensa, Maria Aparecida
acusou um policial civil de ser conivente com o tráfico praticado por Vera Lúcia
Fontoura, sua rival. Vera seria empregada do policial, que também mora no
Barreirinha. Por conta disso, o secretário da Segurança Pública do Paraná, Luiz
Fernando Delazari determinou a imediata investigação da Corregedoria da Polícia
Civil para verificar a veracidade da acusação.
 

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