Brasília – A Operação Mão-de-Obra, desencadeada hoje (26) pela Polícia Federal, começou a desarticular uma quadrilha de fraudes em licitações públicas de vários ministérios, como Justiça, Trabalho e Emprego, Ciência e Tecnologia, além de Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o Senado Federal. A investigação mostrou que eles forjavam licitações, oferecendo dinheiro para pequenas empresas entrarem na concorrência e, posteriormente, desistissem da licitação. Segundo a Polícia Federal, pelo menos 20 pessoas estão envolvidas com as fraudes.

O esquema investigado envolve três empresas privadas: Conservo, Brasília Informática e Ipanema, todas com atuação na capital federal. As investigações apontam o empresário Vitor Cugula, dono da empresa Conservo, como um dos mandantes das fraudes. Ele foi preso hoje pela manhã no município de Bicas, em Minas Gerais. Também foram presos o dono da Brasília Informática, Márcio Pontes Veloso, o empregado da Ipanema, Paulo Duarte, a funcionária da Conservo, Rosana Cardoso de Souza, e o funcionário da Abin Geraldo Luiz Ferreira.

Segundo a PF, outros seis funcionários públicos ainda serão indiciados por envolvimento com o esquema. Entre os 20 suspeitos, 13 são empresários e funcionários de empresas de informática e prestação de serviços. A Controladoria Geral da União, que apóia a operação, fará uma auditoria completa em cerca de 15 contratos das empresas. Ainda não há confirmações sobre o prejuízo total contra os cofres públicos.