A Polícia Federal em Guaíra, no oeste do Paraná, prendeu nesta terça-feira (17) 23 pessoas acusadas de participar de quadrilhas de contrabando na região oeste do Paraná. Numa das maiores movimentações da PF na região, a Operação Cobra d’Água cumpria 46 mandados de prisão e 57 de busca e apreensão. O restante dos mandados será cumprido em ações de rotina, segundo a PF.

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De acordo com a PF, foram desbaratadas seis quadrilhas que mantinham relacionamento entre si, com especializações em compra das mercadorias no Paraguai, transporte por água, transporte por terra, armazenamento ou distribuição. As mercadorias contrabandeadas passavam do Paraguai para o Brasil por meio do Lago de Itaipu e Rio Paraná.

As investigações sobre as quadrilhas demoraram aproximadamente cinco meses, período em que foram detidas cerca de 60 pessoas e realizadas 50 apreensões de contrabando. As buscas desta terça-feira estenderam-se pelos municípios paranaenses de Guaíra, Altônia, Umuarama, Loanda, Goioerê e Tuneiras do Oeste, além de Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul. As quadrilhas trabalhavam com cigarros, equipamentos eletrônicos e de informática e confecções.

As mercadorias eram descarregadas em Altônia e armazenadas em propriedades da região, seguindo posteriormente por rodovias para clientes, que tinham feito encomendas, inclusive pela internet. Esse movimento aumentou principalmente depois da intensificação da fiscalização na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu. Somente em cigarros, as apreensões em Guaíra saltaram de 3.500 caixas em 2005 para 20.500 no ano passado.

Policial preso

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O levantamento da polícia aponta que a quadrilha recrutava motoristas de caminhões para o transporte e, às vezes, pagava propinas a policiais que estivessem na rota da quadrilha. Um deles, o sargento Alfredo Turman, da Polícia Ambiental de Mundo Novo, foi preso nesta terça-feira. Há indícios de que empresas eram utilizadas para disfarçar as atividades e para lavagem de dinheiro. De acordo com a polícia, entre os integrantes de uma das quadrilhas está o vereador de Altônia, Antônio Carlos Ribeiro, que vendia roupas femininas contrabandeadas como se fossem fabricadas por ele. O vereador estava foragido.

Além das prisões, foram apreendidos vários documentos e 50 veículos. Em Altônia, foi preso Milton Reberti Pedrini, acusado de ter transportado mais de 250 mil caixas de cigarros para o Brasil. A quadrilha por ele comandada teria lucrado perto de R$ 20 milhões. Em Umuarama, foram encontrados três pacotes de esmeraldas em pedra bruta na casa de Sinésio Rodrigues da Silva, outro preso.

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