Brasília – O prefeito do município de Sandovalina, no oeste paulista, Divaldo Pereira de Oliveira (PMDB), afirma que cestas de alimentos doadas pelo governo federal para o programa Fome Zero estariam sendo vendidas para moradores da cidade e a assentados do Pontal do Paranapanema. Após a denúncia, a Polícia Federal abriu inquérito sobre o caso. E o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome decidiu enviar um representante ao local para acompanhar o caso.

O prefeito de Sandovalina afirma que as cestas iriam para uma cidade vizinha, Marabá Paulista (cerca de 120 quilômetros Sandovalina). Mas antes de chegar ao destino, eram desviadas e vendidas a R$ 10 ou R$ 12. Segundo ele, as cestas são do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), elas vêm da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). "É uma cesta boa, com dois pacotes de arroz e, no açúcar, vem a inscrição venda proibida, Fome Zero. Elas estão aparecendo através de alguns líderes do movimento que pegam, trazem para a cidade e vendem", contou. "Para mim, isso está acontecendo há mais de um ano", completou Oliveira.

Em nota, o Ministério do Desenvolvimento Social informou que, "diante da gravidade das acusações", enviou um ofício à Ouvidoria Agrária Nacional, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, em que solicita imediata apuração dos fatos e que as providências necessárias sejam tomadas. Além disso, diz a nota, "um funcionário vai se juntar aos representantes do Incra para acompanhar a apuração das irregularidades que poderiam estar ocorrendo no processo de distribuição das cestas do Fome Zero, provenientes do Convênio MDS/Conab". O representante do ministério deve chegar hoje (3) ao local.

A superintendência do Incra em São Paulo, responsável pelo caso, informou apenas que a as investigações já estão sendo realizadas pela Polícia Federal. Já a Conab, citada pelo prefeito, informou, por meio de sua Assessoria de Imprensa, que só fornece os alimentos e não toma parte no processo de distribuição das cestas.