Polícia Federal investiga ligação de Rondeau com máfia das obras

O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, foi investigado na Operação Navalha por suspeita de corrupção passiva. Uma fonte da Polícia Federal ouvida ontem pelo Estado confirmou que Rondeau – que entrou no governo por indicação do PMDB – foi monitorado pela suspeita de ter sido recompensado pela construtora Gautama – a principal empresa do esquema – supostamente por ter conseguido liberação de recursos para obras do Programa Luz para Todos no Piauí.

Embora a PF não tenha conseguido reunir elementos suficientes que embasassem o pedido de prisão preventiva do ministro, o policial explicou que Rondeau ainda não está livre da investigação e poderá ser indiciado, o que dependerá da análise dos documentos apreendidos na última quinta-feira.

Segundo a PF, gravações feitas com autorização judicial indicavam que teria sido entregue no ministério uma quantia em dinheiro – a suspeita é de que seriam R$ 100 mil – de uma emissária da Gautama. A polícia tem o filme do momento em que a funcionária entrou no ministério, com um envelope, supostamente com o dinheiro da propina. Numa cena seguinte, ela sai sem ele. De acordo com a polícia, quem recebeu o dinheiro foi o assessor especial do ministro, Ivo Almeida Costa, que foi preso no início da operação. O dinheiro foi entregue na sala contígua à do ministro.

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