Polícia Federal indicia empresário que acusou grampos no TSE

A Polícia Federal indiciou ontem o dono da empresa Fence que, numa operação de varredura realizada há duas semanas nos telefones de ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), teria encontrado grampos em três linhas. O empresário Ênio Gomes Fontenelle foi indiciado por falsidade ideológica e falsa comunicação de crime. A Fence é contratada do TSE para realizar o serviço desde 2003. Uma apuração feita pelo Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal não encontrou grampo telefônico.

Também foi descartada a possibilidade de eventuais grampos terem sido retirados antes da investigação da PF. "Houve um erro de diagnóstico", afirmou o perito do INC Getúlio Menezes Bento. "Podemos afirmar que não houve grampos e que ninguém tentou retirá-los. Se algo fosse violado, teríamos detectado. Não houve violação de cabo telefônico. Foi um erro grosseiro", disse.

No início desta semana, o presidente do TSE, Marco Aurélio Mello que teria sido um dos grampeados, afirmou: "Faz de conta que nunca teve grampo." Segundo ele, provavelmente os autores do suposto grampo retiraram quando foi divulgada a notícia da existência da escuta.

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