Agentes da Delegacia Anti-seqüestro (DAS), de São Paulo, com o auxílio de colegas do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) de Santa Catarina, estouraram, por volta das 21 horas de ontem, em Jacutinga (MG), a 250 quilômetros de São Paulo, o cativeiro onde era mantido refém, há 24 dias, o comerciante catarinense Rida Mahmud Ahmad Mohammad, de 31 anos, que atua no ramo de confecções. A vítima foi dominada pelos bandidos quando saía de casa, em Florianópolis (SC), sedada e levada para o cativeiro, a 900 quilômetros da capital catarinense.

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Os seqüestradores passaram a contactar a família através de telefonemas dados em orelhões localizados em São Paulo. Ontem Aloísio Dalvino Roberto Filho, o negociador do bando, ligou de um orelhão do bairro da Barra Funda, bem perto da nova sede da DAS, que fica no Bom Retiro. Em três minutos e meio, depois de interceptar a ligação, os policiais chegaram ao local e prenderam Aloísio, que acabou informando onde estava o comerciante catarinense.

No cativeiro – Em uma barraca armada numa fazenda de 200 alqueires no município mineiro de Jacutinga, a polícia prendeu o irmão de Aloísio, Estevam Balbino Roberto, e o ex-policial militar Licieu Aparecido Lima. Segundo a polícia, a fazenda pertence aos pais de Aloísio e Estevam, mas eles não sabiam da ação criminosa dos filhos.

Os três seqüestradores e o comerciante chegaram à sede do Deic paulista no começo da madrugada. Segundo o diretor do Deic, Godofredo Bittencourt, os seqüestradores pediram inicialmente R$ 1 milhão como valor para liberar o refém, mas a quantia caiu para R$ 250 mil durante as negociações.

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Ainda na noite de ontem, na Rodovia Régis Bittencourt, no município de Juquitiba, interior do Estado, policiais da DAS prenderam Wilson Valentim Stafella, que atua como agiota em Florianópolis e seria o mentor do seqüestro. O bandido vinha para a capital a fim de participar diretamente das negociações e estava acompanhado de um rapaz de prenome Marcelo, também preso.