O brasiliense Valmir Manoel França, de 35 anos, foi preso, esta semana, pela Divisão de Inteligência do Departamento de Atividades Especiais da Polícia Civil de Brasília (Depate). Ele é o chefe da quadrilha de traficantes de drogas conhecida como “NASA”, que há 15 anos atua no crime organizado em diversos estados, principalmente na região Centro-Oeste. A NASA é formada por cerca de 30 integrantes, a maioria parentes entre si.

Valmir foi preso em flagrante, na quinta-feira (20) à noite, enquanto negociava a venda de 16 quilos de maconha dentro de um gol estacionado na Esplanada dos Ministérios. O irmão dele, José de Deus França, de 33 anos, também foi preso na operação, além de Lúcio Brasil Borges, ex-funcionário do Serviço de Processamento de Dados (Serpro) do governo federal.

Segundo o diretor do Depate, Celso Ferro, a operação, que começou há quatro meses, investiga outros integrantes foragidos da quadrilha. Ele aponta um criminoso conhecido por Josué como suspeito de fornecer a maconha, trazida de Foz do Iguaçu, no Paraná. Outro suspeito é um ex-policial civil (o nome não foi divulgado), que seria o fornecedor do armamento usado pelos traficantes, cujo arsenal foi localizado pela polícia durante uma operação numa chácara localizada no entorno de Brasília. Foram apreendidas três espingardas, dois revólveres, munições para escopetas calibre 12, pistolas 765, dois carregadores de armas, além de seis carros e duas motos usadas pelos traficantes.

A quadrilha ameaçava de morte a juíza Marilza Neves Gebrim, da 3ª Vara Criminal de Ceilândia, cidade-satélite de Brasília, responsável pela condenação, há dois anos, de outro irmão de Valmir, Marco Adriano de Souza França, conhecido como ?Piana?. Outros integrantes da ?NASA? presos pelos policiais da Divisão de Inteligência do DEPATE são Luís Felipe Giavoni, Francisco Carlos da Silva, Nilton dos Santos e Gilda de Souza. Todos os indiciados vão responder pelo crime de colaboração para o tráfico e estão presos na carceragem da Coordenação de Polícia Especializada da Polícia Civil, mas devem ser transferidos para a Papuda – sistema prisional de Brasília.

Segundo avaliação da polícia, 16 quilos de maconha são suficientes para abastecer cinco bocas de fumo de médio porte, durante dois dias (considerando-se um consumo médio de 15g por grupo de três pessoas).