Uma quadrilha do Rio de Janeiro, que usava uniforme da Polícia Federal, foi presa na madrugada desta segunda-feira (17) pela Polícia Militar, em Curitiba, após tentar roubar uma empresa de turismo e trocar tiros com os policiais. Dos seis integrantes do grupo, quatro são do Rio de Janeiro, um é de São Paulo e outro do Mato Grosso do Sul. Cinco revólveres foram apreendidos, bem como rádios de comunicação, carteira de trabalho, cartões de contas bancárias e de crédito.

Um deles foi preso e encaminhado à Delegacia de Furtos e Roubos (DFR). Márcio Batista Ferreira, que diz ter 29 anos, contou que saiu da prisão há cerca de um mês da cadeia de Marabá Paulista, interior de São Paulo. Ele estava preso por roubo, e já tem outras oito passagens pelo mesmo crime. Eli Alves Bezerra, de 45 anos, e Eduardo Souza de Paula, cuja idade não foi apurada, uma vez que ele não tinha documentos, estão hospitalizados. Os dois ficaram feridos em acidente com o carro utilizado na fuga. Os outros três assaltantes morreram na troca de tiros quando tentavam fugir do cerco policial.

Ação ? O grupo tentou assaltar a empresa por volta das 4h30. Eles chegaram intitulando-se agentes da Polícia Federal, inclusive com uniformes e coletes, para verificar supostas irregularidades apresentadas pelo estabelecimento. Assim que conseguiram entrar na empresa anunciaram o assalto. Foi quando um dos funcionários percebeu a ação e avisou a polícia.

A primeira troca de tiros ocorreu nas imediações da empresa que eles tentaram assaltar, na Vila Hauer. Eles saíram em alta velocidade da empresa e se depararam com um veículo do Regimento de Polícia Montada. Os policiais fizeram o acompanhamento tático e pediram apoio de outras viaturas que faziam o patrulhamento na região do Centro Politécnico. Foi para lá que o grupo seguiu em dois veículos Palio. Um deles, com placas do Rio de Janeiro, pertence aos ladrões. O outro carro tinha sido tomado em assalto no bairro Pilarzinho e o condutor, que acabou refém do grupo, foi deixado sem ferimentos em Almirante Tamandaré.

O Palio com placas de Curitiba ficou irreconhecível depois que os assaltantes bateram num barranco. Foi quando ocorreu a segunda troca de tiros, envolvendo policiais militares do 13.º Batalhão da PM e da Rone (Rondas Ostensivas de Natureza Especial). Neste confronto, no matagal para onde os bandidos fugiram para tentar se esconder, três assaltantes foram feridos com gravidade. Levados para o hospital, morreram após receber atendimento médico.

Os outros três foram detidos. Os marginais foram reconhecidos pelos funcionários da empresa. De acordo com o aspirante a oficial da PM João Serpa, a quadrilha já agiu pelo menos outras duas vezes em Curitiba e na região metropolitana.

O delegado Rubens Recalcatti, da DFR, informou já ter o retrato falado do grupo e as características coincidem. ?Alertamos aos funcionários de empresas que desconfiem de pessoas que buscam constatar irregularidades. Mesmo que eles estejam, como estes estavam, aparentando ser da Polícia Federal ou outro órgão, é melhor verificar junto a tais instituições a veracidade das informações prestadas?, alertou Recalcatti.