O volume de investimentos no País poderá chegar a R$ 1 trilhão até o final de 2010, elevando a taxa em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), dos atuais 20% para 23% no último ano do segundo mandato do presidente Lula.

Os setores beneficiados serão a infra-estrutura, indústria, construção de residências e software, que levaram 45% do total de investimentos em 2005. A projeção é do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

No setor do crédito habitacional já se percebe um nível acentuado de crescimento devido à redução dos juros e ao aumento da oferta de financiamentos. Há otimismo na área da construção de moradias, cujo índice de crescimento anual tem sido, em média, de 11,7%. O déficit habitacional do País está estimado em 7 milhões de unidades.

A carência gigantesca será minimizada com o investimento de R$ 470 bilhões ao longo dos próximos quatro anos, explicitando a preocupação do governo federal com os milhões de famílias sem condições dignas de habitação.

Com a adoção da norma legal da garantia fiduciária, instrumento que facilita a retomada do imóvel em caso de inadimplência insanável, os bancos privados se sentiram estimulados a abrir linhas de crédito para a compra da casa própria, ampliando a atuação da Caixa Econômica Federal (CEF).