O governo divulgou, há pouco, as metas do Plano Nacional de Reforma Agrária. São 11 metas de trabalho, segundo as quais, até 2006, o governo vai assentar 400 mil famílias, regularizar a posse de terra de 500 mil que já estão no campo e criar 2,75 milhões de novos postos permanentes de trabalho no setor agrário.

Além disso, 150 mil famílias serão beneficiadas com crédito fundiário e 2,2 milhões de imóveis rurais, regularizados e cadastrados. O governo espera também reconhecer, demarcar e circular áreas das comunidades quilombolas e dar às famílias assentadas assistência técnica, capacitação e orientação sobre a comercialização dos produtos cultivados nas propriedades.

De 2004 a 2007, a meta é mais ambiciosa, com mais 150 famílias assentadas, somando 520 mil novos assentamentos, com um total de 1 milhão 320 mil famílias beneficiadas.

Em discurso no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, há pouco, que a reforma agrária será feita com a objetividade necessária, dentro das condições do governo, dando prioridade “aos mais necessitados”. Lula observou que a reforma não é do governo, é do povo e que, quando for necessário, dizer não, será dito. “Quero sair da Presidência podendo olhar vocês nos olhos”, disse o presidente a uma platéia de cerca de 2.000 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

Daqui a pouco, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, concederá entrevista coletiva no Ministério para falar sobre as metas do Programa Nacional de Reforma Agrária.