Um grande aparato oficial foi acionado para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pudesse fazer suas viagens de campanha durante o fim de semana. Dois aviões extras da Presidência da República entraram em cena para garantir o deslocamento de Lula e outras autoridades. Esse procedimento não é considerado ilegal mas pelas regras eleitorais o PT terá de ressarcir o governo pelos custos dessas viagens.

O presidente está evitando usar em deslocamentos de campanha o Airbus apelidado de Aerolula, preferindo se movimentar pelo País a bordo do chamado Sucatinha, um Boeing 737 da Força Aérea Brasileira (FAB), ou mesmo de um jato EMB 145, de 40 lugares, como ocorreu ontem na viagem para Governador Valadares. Dividiram com Lula esse avião fabricado pela Embraer os ministros do Turismo, Walfrido Mares Guia, e do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, ambos de Minas.

Depois do comício, o EMB 145 levou Lula de Governador Valadares para São Paulo, onde ele encontrou com a primeira-dama Marisa Letícia. Lá, já reinvestido das funções presidenciais, ele embarcou no Aerolula para voltar a Brasília, em deslocamento por conta do governo. O EMB 145 voltou então a Governador Valadares para buscar cerca de 35 integrantes da equipe de apoio da Presidência, a maior parte deles seguranças que estavam na cidade desde terça-feira.

O segundo avião extra mobilizado foi um Bandeirantes, que levou de Belo Horizonte para Governador Valadares 23 passageiros, entre eles o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci. Serão pagos pela campanha da reeleição apenas os gastos com o EMB 145 nos deslocamentos de Lula por três trechos ao longo do fim de semana: entre Campina e Belo Horizonte, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, entre Governador Valadares e São Paulo. Também ficarão a cargo da campanha os custos com o Bandeirantes na viagem de ida e volta entre Belo Horizonte a Governador Valadares.