As expectativas do empresariado brasileiro para os próximos meses pioraram,
segundo análise divulgada na prévia da 156ª Sondagem Conjuntural da Indústria da
Transformação, anunciada há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), referente
ao segundo trimestre de 2005. Segundo comunicado da FGV, "diante do quadro de
desaquecimento que beira a estagnação produtiva, as expectativas dos empresários
industriais para os próximos meses também pioraram". De acordo com a fundação, a
parcela dos que acreditam em redução na demanda, nos próximos três meses, subiu
de 11% no levantamento anterior, referente ao primeiro trimestre desse ano, para
19% na prévia anunciada hoje. Já os que acreditam em demanda maior, nos próximos
três meses, caiu de 49% na pesqui sa anterior para 43% no levantamento divulgado
hoje.

A parcela do empresariado que acredita em aumento na produção, nos
próximos três meses, também diminuiu de 58% para 47% na pesquisa anunciada hoje.
Por sua vez, os que acreditam em redução na produção, nos próximos três meses,
subiu de 9% para 20% na análise anunciada hoje. Também aumentou a parcela do
empresariado que acredita em nível menor de emprego nos próximos três meses, de
10% na pesquisa anterior para 20% no levantamento anunciado hoje. Já os que
acreditam em aumento no patamar de emprego, nos próximos três meses, caiu de 24%
para 16% na prévia do segundo trimestre.

A FGV informou ainda que, para
os próximos seis meses, a perspectiva também é ruim: a parcela dos que acreditam
em piora na sit uação dos negócios nesse período subiu de 11% para 20% na
análise anunciada hoje. Por sua vez, os que acreditam em situação melhor dos
negócios, nos próximos seis meses, caiu de 44% para 41% na prévia divulgada há
pouco. Para a prévia, que é de caráter trimestral, assim como a sondagem
completa, foram pesquisadas 462 empresas, no período de 28 de junho a 11 de
julho.