O presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), informou há pouco que seu partido entrará com uma representação na Procuradoria Geral da República para que se apure a participação do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, na quebra e divulgação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. "Isso é um crime grave cometido numa autarquia federal (Caixa Econômica Federal), cuja responsabilidade maior se concentra no ministro da Fazenda que nomeia os membros do conselho administrativo e que indica seus diretores", disse Bornhausen.

Segundo o presidente do PFL, a oposição tomará uma posição enérgica no tocante ao caso, também por meio de uma eventual convocação do presidente da Caixa Econômica Federal, para depor da CPI dos Bingos.

Também presente ao evento do PFL realizado em São Paulo, o vice-presidente da Câmara, deputado José Thomaz Nonô (AL), seguiu o discurso do presidente de seu partido e repudiou a quebra de sigilo do caseiro. "Há um contraste muito curioso entre a maneira, por exemplo, que se protege o sigilo do presidente do Sebrae (Paulo Okamotto) e a maneira como se divulga pelos meios de comunicação o extrato bancário de um cidadão comum".