A operação Galileu da Polícia Federal (PF) deve prender até amanhã outras 22 pessoas acusadas de participar do esquema de fraudes nos concursos públicos. A informação é do diretor da Divisão de Comunicação da PF, Miguel Lucena.

Destas 22 pessoas, cinco fazem parte da quadrilha que é chefiada por Hélio Ortiz, preso desde ontem. As demais são beneficiários, ou seja, pessoas que pagaram pelo serviço da quadrilha para obter os gabaritos.

Mais de 80 pessoas já foram presas por participarem ou se beneficiarem do esquema que garantia aprovação em concursos públicos. Para Lucena, essa fraude investigada pelas polícias Federal e Civil no Distrito Federal é "apenas a ponta de um novelo que ao final de todas as investigações vai revelar um esquema muito poderoso, muito grande de fraude em concursos públicos". As investigações indicam que a quadrilha atuava em vários estados desde 1996.