O empresário Arthur Washeck Neto, apontado como mandante da gravação que mostra
esquema de corrupção nos Correios, deve prestar depoimento esta tarde (14) na
sede da Polícia Federal e amanhã (15), pela manhã, ao Ministério Público.
Washeck se apresentou ontem à tarde à Polícia Federal por conta própria, mas não
foi ouvido pelo delegado responsável pelo caso, Luís Flávio Zampronha.
De
acordo com o advogado de Washeck, Paulo Ornelas, seu cliente entregou a fita à
diretoria dos Correios logo que soube da gravidade dos fatos. "Tão logo foi
gravada, Arthur sentiu a gravidade do caso e encaminhou à diretoria da empresa".
Ainda segundo o advogado, a gravação teria sido entregue à imprensa, sem
a autorização de Arthur, por Jairo Souza Martins. O Arthur "jamais entregou ou
vendeu esse fita à imprensa e nunca deu aval para que Jairo a entregasse", disse
Ornelas.
A Polícia Federal acredita que o motivo que levou à gravação da
fita teria sido uma disputa comercial, e não política. Washeck, dono de uma
empresa que fornecia material de saúde e informática para os Correios, estaria
com dificuldades em negociações com a empresa.
O advogado Joel Santos
Filho – que confessou ter participado da gravação – afirmou que Arthur Washeck
teria contratado Jairo Souza Martins para fornecer a maleta com o equipamento de
filmagem.