PF mantém em sigilo nome de escrivão preso na Operação Hidra

Um escrivão da Polícia Federal acusado de envolvimento num dos maiores esquemas
de contrabando do país foi preso ontem em Maringá, como resultado da
Operação Hidra, realizada pela PF e pela Receita Federal. A Assessoria de
Imprensa do Departamento de Polícia Federal ainda não divulgou o nome do
funcionário preso.

A operação já prendeu 62 pessoas desde ontem no
Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Mato Grosso. Segundo a Polícia Federal,
29 suspeitos de envolvimento com a quadrilha já tinham sido presos antes do
início da operação.

Há dez meses, a PF investigava a atuação do grupo,
liderado pelo empresário José Doniseth Balan, preso no Mato Grosso do Sul. Ele
foi citado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pirataria da Câmara dos
Deputados e já tinha sido investigado durante a Operação Nicotina, que apreendeu
cigarros contrabandeados em novembro de 2002.

A quadrilha era
especializada na compra, venda e transporte de mercadorias contrabandeadas do
Paraguai, como eletroeletrônicos, equipamentos de informática, cigarros,
materiais médicos e odontológicos, medicamentos, pneus, entre outros. O grupo,
conhecido como A Firma, transportava e distribuía os produtos paraguaios em
caminhões com carroceria de fundo falso. A PF estima que o grupo movimentava
cerca de R$ 30 milhões por mês.

A Operação Hidra apontou o envolvimento
de 150 pessoas na estrutura direta da quadrilha, como gerentes operacionais,
motoristas, contadores, olheiros e agentes públicos. Além das prisões, a
operação resultou no cumprimento de mais de 400 mandados de busca e apreensão,
mobilizando cerca de 750 policiais federais.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.