Deve ser encaminhado, ainda nesta quinta-feira, para o Supremo Tribunal Federal (STF) o inquérito que investiga a suposta cobrança de propina feita pelo presidente da Câmara, deputado Severino Cavalcanti (PP-PE), ao empresário Sebastião Buani. A informação é do delegado da Polícia Federal (PF) responsável pelas investigações, Sérgio Menezes.

O inquérito chega ao STF sem a perícia do cheque entregue nesta quarta pelo empresário Sebastião Buani para a Polícia Federal. Segundo a assessoria de imprensa da PF, a perícia será anexada posteriormente ao inquérito. A cópia do cheque de R$ 7,5 mil mostra que ele foi nominal à secretária de Severino Cavalcanti, Gabriela Kênia Martins.

A perícia do documento assinado por Severino autorizando a prorrogação do prazo de contrato do restaurante de Buani deve ficar pronta hoje. Ela também será anexada à apuração.

De acordo com a assessoria de imprensa, ninguém foi indiciado. A PF vai aguardar as determinações do STF. Por enquanto, nem Gabriela Kênia Martins nem Sebastião Buani serão indiciados.

Sebasitão Buani acusa o deputado Severino Cavalcanti, então primeiro-secretário da Câmara em 2002 e 2003, de cobrar mesada para manter a concessão de seu restaurante, o Fiorella, no 10º andar da Casa.