São Paulo – A Polícia Federal desarticulou nesta sexta-feira (25) uma quadrilha especializada em falsificar dinheiro. A operação, que recebeu o nome de Banco Imobiliário (remetendo ao famoso jogo de tabuleiro), teve início no Ceará, depois em São Paulo, Goiânia e no Distrito Federal.

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Segundo o delegado José Grivaldo de Andrade, chefe do setor de Operações da Delegacia Fazendária e responsável pela operação em São Paulo, a quadrilha agia há cerca de dois anos. "Além de moeda falsificavam também diversos documentos, especialmente com a finalidade de abrir contas e fazer financiamentos em lojas e instituições bancárias?, informou. De acordo com ele, a Polícia Federal investiga a quadrilha desde março do ano passado.

?Eles financiaram no Nordeste cerca de 100 veículos, com valores mínimos de R$ 40 mil. Os veículos foram depois vendidos no Norte e Nordeste do Brasil, utilizando-se de documentos falsos?, informou o delegado, em entrevista à Agência Brasil.

Andrade explicou que a quadrilha agia inicialmente falsificando moeda, mas depois partiu também para a falsificação de documentos. ?Com o CPF e o RG [identidade] falsos, eles abriam uma conta bancária. Esses documentos tinham uma boa qualidade, tanto que os bancos e as agências financeiras e empresas de cartão de crédito não percebiam a falsidade e acabavam efetuando vendas ou concedendo créditos?, disse.

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O delegado informou que dez pessoas foram presas hoje, seis em São Paulo, e que quatro dessas prisões foram em flagrante.

A Polícia Federal identificou dois policiais civis do Ceará como integrantes da quadrilha. Eles estão foragidos.

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De acordo com Andrade, foram apreendidos cerca de 10 documentos falsificados para cada preso, celulares, cheques e equipamentos de informática.

O delegado não tem a dimensão de quanto a quadrilha movimentou em dinheiro com as falsificações. ?Eles tinham cartões de crédito e de banco de várias instituições e podem, e devem ter feito, empréstimos em bancos e várias financeiras?, disse o delegado.