A Federação Única dos Petroleiros (FUP) dará continuidade amanhã (18), em todo o país, às manifestações contra o leilão de áreas para exploração de petróleo e gás em 913 blocos localizados em 12 bacias sedimentares, iniciado hoje pela Agência Nacional do Petróleo .

A informação foi dada pelo secretário de Administração e Finanças da FUP, Aldemir Caetano. A entidade congrega 18 sindicatos estaduais de petroleiros. Caetano afirmou que a categoria considera o leilão ?altamente prejudicial aos interesses do Brasil?. Segundo ele, ?a riqueza do petróleo não pode ser exportada?.

Caetano disse que, com base nas reservas prováveis do país e caso não sejam descobertas novas áreas, o Brasil só terá petróleo por mais 19 anos. Ele lembrou que a Petrobras deve atingir a auto-suficiência em petróleo em 2006, mas se as empresas estrangeiras que exploram petróleo no Brasil descobrirem reservas, esse produto será certamente exportado. ?E o Brasil corre o risco de voltar a ser importador, o que acarretará um elevado custo para a sociedade brasileira?.

Para Caetano, as reservas mundiais também começarão a se esgotar e, nesse quadro, o Brasil terá de comprar petróleo a um preço superior ao atualmente praticado.

O dirigente sindical disse que além das manifestações em todas as unidades da Petrobrás no país, a FUP vai intensificar as ações para tentar acelerar o julgamento do mérito da Ação de Inconstitucionalidade movida pelo governador do Paraná, Roberto Requião. Ele informou que o advogado da federação está em Brasília para acompanhar o desenrolar da ação popular que a entidade impetrou na última sexta-feira (13) contra a 6ª Rodada de Licitações para Exploração de Petróleo e Gás da ANP.