Petrobras corre para não depender do gás boliviano

Uma missão de executivos da Petrobras vai ao Catar, a Trinidad & Tobago e à Argélia, na próxima semana, para visitar projetos de gás natural liquefeito (GNL) em busca de novos fornecedores. A iniciativa faz parte do esforço da estatal para reduzir a dependência brasileira da Bolívia no abastecimento de gás.

Recentemente, a companhia assinou contrato com a empresa Nigerian LNG para fornecimento do combustível a partir de 2009. O gás virá para duas plantas de regaseificação a serem instaladas no Rio e no Ceará. Ontem, após concluir a sua participação da Offshore Technology Conference, em Houston (EUA) o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, acompanhado de dois diretores, visitou instalações de regaseificação na costa do Golfo Americano. Segundo ele, diferentemente do que deverá o correr na próxima semana, a visita não visava a fechar negócios, mas apenas a um contato maior com esse tipo de tecnologia.

A Petrobras tem tido dificuldade de negociar contratos de suprimento de GNL com fornecedores internacionais porque, enquanto eles preferem contratos firmes, a demanda no Brasil será variável. "Há uma dificuldade filosófica, o fato de termos demanda esporádica, porque varia com o despacho termoelétrico; isso cria dificuldades para negociar contratos", disse ontem, no Rio, o gerente-executivo de Operações e Participações em Energia da empresa, Fernando Cunha.

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