O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, ressaltou nesta sexta-feira (11) que a empresa deve manter sua política de não repassar aos preços do diesel e da gasolina a volatilidade da cotação do barril do petróleo no mercado internacional.
"Se avaliarmos num longo prazo, percebemos que foi uma atitude correta ter mantido os preços independentes das alterações do mercado internacional. Houve um equilíbrio", disse, admitindo que "pontualmente os valores da gasolina e do diesel no mercado interno podem estar abaixo ou acima do mercado internacional, mas o importante é que estamos contribuindo para a manutenção dos preços no Brasil".
Produção no exterior
A produção de petróleo e condensado de gás da Petrobras no exterior registrou queda de 17% no primeiro trimestre deste ano em relação a igual período do ano passado, conforme dados divulgados nesta sexta-feira pela empresa.
A produção no exterior no primeiro trimestre deste ano atingiu 214 mil barris/dia ante 257 mil barris/dia em igual período do ano passado. A produção de gás natural no exterior, porém, registrou aumento de 4%, subindo para o equivalente a 103 mil barris diários (99 mil no primeiro trimestre de 2006).
Devido ao ritmo menor no exterior, a produção total da companhia registrou aumento de apenas 1% no primeiro trimestre ante igual período de 2006, situando-se em 2,305 milhões de barris/dia (2 279 milhões em 2006). A produção nacional subiu 3%, atingindo a média de 2,074 milhões de barris/dia (2,021 milhões em igual período de 2006).
Ao mesmo tempo que registrou queda na produção de petróleo no exterior, a Petrobras contabilizou forte aumento de atividades de refino fora do País, basicamente pela compra de participação de uma refinaria nos Estados Unidos. A capacidade de refino no exterior subiu para 241 mil barris/dia, com aumento de 87% sobre o primeiro trimestre de 2006 (129 mil barris/dia). No Brasil, a capacidade instalada de refino manteve-se inalterada nos 1,986 milhão de barris/dia.
A empresa está utilizando as suas refinarias brasileiras praticamente a plena carga, atingindo 90% da capacidade instalada (91% no ano passado). No exterior a utilização da capacidade ficou em 85% (80% no ano passado). A participação do petróleo nacional processado, porém, caiu, situando-se em torno de 77% da carga total, ante 81% registrada em 2006.