Rio ? A empresa estatal brasileira de petróleo, Petrobras, comprou a maioria dos poços de exploração leiloados, até o momento, pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). A agência conseguiu leiloar 24 dos 83 blocos ofertados na primeira parte da Sétima Rodada de Licitações de áreas para exploração de petróleo e gás natural no país. Ao todo estão sendo ofertados 1.134 blocos exploratórios em 34 setores de 14 bacias sedimentares.

A Petrobras sozinha ou em parceria com outras empresas, principalmente a norte-americana Devon Energy, conseguiu arrematar 18 dos 24 blocos, inclusive o bloco Bacia de número 471 da Bacia Marítima de Campos, pelo qual chegou a oferecer um ágio de mais de 1.446%. Pelos 18 blocos, a empresa pagou cerca de R$ 275 milhões em bônus de assinatura.

Em consórcio com a Devon, a estatal brasileira pagou em Bônus de Assinatura R$ 116 milhões, para um preço mínimo fixado pela ANP de R$ 7,5 milhões. Nesta disputa o consórcio Petrobras/Devon venceu o consórcio Repsol/Statoil que ofertou bônus de R$ 20,15 milhões.

A empresa pagaria ainda um ágio de cerca de 10.000% pelo bloco terrestre 442 da Bacia Potiguar, neste caso sem parceria. O Bônus de assinatura pago pela estatal foi de R$ 1,08 milhões e o valor mínimo estipuladom pela ANP estava em R$ 10 mil. Neste setor a Petrobras compraria ainda outros três blocos.

Em consórcio, a estatal brasileira levaria ainda outros três blocos em águas profundas da Bacia Marítima de Potiguar, no Rio Grande do Norte. Dois em parceria com a Petrogal e a Encana (ambas com 20% de participação). Neste caso, a brasileira é operadora com 60% de participação. O terceiro bloco a Petrobras levaria em parceria com a Petrogal (20%).

No segundo setor a ir a leilão neste primeiro dia de licitação, em parceria com a Devon Energy, a Petrobrás conseguiu arrematar três dos seis blocos exploratórios do Setor 4 da Bacia de Campos, todos localizados em águas profundas. Embora tenha disputado um quarto bloco Bacia Marítima de Campos 539 , a Petrobras e sua consorciada perderam a disputada para a empresa Repsol YPF, que concorreu em parceria com a Statoil.

Para os outros dois dos seis blocos do Bacia de Campos não houve ofertas. Também não houve interessados pelos outros seis blocos ofertados para o setor de águas profundas da Bacia Camamu-Almada, os primeiros a serem licitados. Dos cinco setores ofertados pela ANP nesta manhã, dois não obtiveram propostas. Os seis blocos em águas profundas da bacia Camamu-Almada setor 1 e os dez blocos localizados em águas profundas da Bacia de Barreirinhas.