Petrobras aumenta desperdício com queima de gás natural

A Petrobras voltou a aumentar a queima de gás natural em novembro, atingindo a média de 7,31 milhões de metros cúbicos diários, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Esse montante representa aumento de 38% em relação ao registrado em outubro e de 68% em relação ao registrado em novembro de 2004 mas está abaixo dos 10,1 milhões de metros cúbicos que a estatal queimou em maio. O aumento no desperdício coincidiu com o início de operação de novas plataformas de produção de petróleo no ano passado. A produção de óleo bruto na Bacia de Campos está associada à extração de gás natural e a estatal ainda não concluiu as instalações para a aproveitamento do gás.

Segundo a ANP, no mês de novembro a produção de gás natural no Brasil atingiu 49,9 milhões de metros cúbicos, com aumento de 9,49% em relação ao alcançado em novembro de 2004. Dessa produção, 6,54 milhões de metros cúbicos foram reinjetados outros 7,488 milhões foram consumidos pela própria Petrobras em suas plataformas (aumento de 22,2% em 12 meses) e 7,3 milhões queimados, sobrando 28,55 milhões de metros cúbicos para consumo interno. O total disponível em novembro indica aumento de 11,63% em relação ao registrado em novembro de 2004.

Ao mesmo tempo em que queimou mais gás em suas plataformas, a Petrobras aumentou a compra do gás da Bolívia. Segundo a ANP, o Brasil desembolsou cerca de US$ 1 bilhão por ano na compra de gás natural da Bolívia nos 12 meses encerrados em novembro. Essa conta está crescendo ao ritmo de 30% ao ano, ainda segundo a ANP, mais do que dobrando nos três primeiros anos do governo Lula. Em novembro de 2005, segundo a ANP, o Brasil importou de 28,2 milhões de metros cúbicos diários de gás natural, com acréscimo de 11,63% em relação ao registrado em novembro de 2004. O total comprado da Bolívia é praticamente igual à produção brasileira disponível.

A compra efetiva de gás da Bolívia começou em 1999 quando, após várias décadas de negociação, a Petrobras concluiu a construção do gasoduto entre os dois países. No ano 2000, o Brasil pagou o equivalente a U$ 184 milhões na compra de gás natural, subindo para US$ 365 milhões em 2001, US$ 425 milhões em 2002, US$ 584 milhões em 2003 e US$ 785 milhões em 2004, pulando para a casa de US$ 1 bilhão em 2005.

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