Rio – Os dois primeiros poços perfurados pela Petrobras e seus parceiros no Campo de Manati, na bacia de Camamu, no Sul da Bahia, revelaram grande potencial para a produção de gás natural, com vazão estimada de aproximadamente 1 milhão e 800 mil metros cúbicos diários de gás natural, além de 60 metros cúbicos de condensado de petróleo por dia. Segundo os cálculos, quando estiveram em pleno funcionamento, a vazão equivalerá a 25% dos 24 milhões de metros cúbicos importados atualmente da Bolívia. Atualmente, o consumo nacional de gás chega em média a 45 milhões de metros cúbicos.

De acordo com informações da Petrobras, os primeiros testes de produção, concluídos esta semana, confirmam ?o grande potencial dos reservatórios?. Operado pela Petrobras, em consórcio com as empresas Queiroz Galvão e Rio das Contas (do grupo norueguês Norse Energy), o campo de Manati deverá começar a produzir em setembro, quando os dois primeiros poços agregarão inicialmente com cerca de 2 milhões de metros cúbicos diários de gás natural volume que pode chegar à 3 milhões de metro cúbicos/dia quando operando em capacidade plena.

De acordo com a Petrobras, o projeto Manati prevê a perfuração de um total de sete poços, que deverão produzir cerca de 6 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural a partir do início de 2007. Esta produção contribuirá decisivamente para a consolidação do mercado de gás natural no Nordeste do país?, afirma a Petrobras. Segundo a empresa, para que o campo de Manati entre em operação, estão sendo instalados uma plataforma fixa de produção em águas rasas, 125 quilômetros de gasodutos e uma estação de tratamento de gás no município de São Francisco do Conde (BA).