A Petrobras anunciou hoje aumentos de preços em pelo menos oito de seus derivados, com destaque para a gasolina, o óleo diesel e o gás de cozinha (GL). A maioria dos aumentos já passará a vigorar a partir de segunda-feira (4), como é o caso da gasolina e do óleo diesel. No primeiro caso o aumento será de 12,09% e no segundo de 20,50%. Na terça-feira sobe o gás de cozinha, que será reajustado nas refinarias da estatal, em todo o país, em 22,80%.

Além desses aumentos, sobem ainda os preços de outros cinco derivados: querosene de aviação (14,8%); nafta petroquímica (8,75%); gás natural (21,05%); óleo combustível (11%); e o GLP não P-13 (que não é o gás de cozinha), 14,8%.

No caso da gasolina, o impacto do reajuste para o consumidor final, mantidas as atuais margens de distribuição e revenda, deverá ser, em média, da ordem de 9%. No caso de diesel o aumento médio nos postos deverá ficar em torno dos 17% e no gás de cozinha ? que passará a valer a partir de terça-feira (5) , de 12%.

Na nota em que anuncia os oito aumentos, a Petrobras justifica a decisão em função da permanência do dólar em patamares acima dos que foram adotados pela companhia na definição dos preços que vigoravam até agora, mesmo tendo sido afastadas as principais incertezas internas e externas que resultaram na elevada volatilidade dos preços.

A Petrobras reafirma, ainda, o seu compromisso com práticas comerciais compatíveis com o regime aberto e competitivo estabelecido na Lei do Petróleo, em que os preços dos derivados no mercado doméstico acompanham os preços no mercado internacional.

Esta prática, lembra a empresa, viabiliza a livre concorrência, a oferta de produtos, a atração de investimentos e a proteção do consumidor. ?A existência deste mercado aberto e competitivo viabiliza investimentos feitos pela Petrobras e por terceiros na indústria de petróleo no país, e que totalizaram cerca de U$$ 100 bilhões dos próximos dez anos, segundo estimativas da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP)?.

É o livre mercado e a flexibilidade dos aumentos em um mercado livre, ainda de acordo com a Petrobras, que possibilitará que a companhia mantenha um programa de investimentos que totalizará US$ 31,7 bilhões até 2005, programa que depende essencialmente da sua geração própria de recursos. Lembra, também, que a prática de preços de mercado garantirá ao país o cumprimento da meta estabelecida de atingir a produção diária média de 1 milhão e 900 mil barris de petróleo até 2005.