Porto Alegre (AE) – Uma pesquisa do Centro de Estudos e Pesquisas em Administração (Cepa) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) indica que 66,6% dos gaúchos estão dispostos a votar "não" no referendo sobre a proibição ao comércio de armas. Outros 24,5% devem votar no "sim", enquanto 7,7% estão indecisos. Foram ouvidos 1.770 eleitores de 48 municípios entre os dias 11 e 13 de outubro. A margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos. O resultado foi divulgado hoje pelo jornal "Zero Hora".

A justificativa mais citada pelos eleitores do "não", com 29,8% do total, foi que a polícia brasileira é incapaz de manter a segurança do cidadão. Seguem-se a manutenção do direito de comprar armas (25,6%), a convicção de que nada mudaria com a proibição (24,3%) e a perspectiva de aumento do comércio ilegal de armas (17,4%).

Entre os eleitores favoráveis à proibição do comércio de armas, 23,9% acreditam que a vitória do "sim" reduziria a violência, 20,6% entendem que armas não garantem segurança, 18 5% não querem ser vítimas acidentais de uma arma e 16,6% esperam que a proibição seja o início de uma mudança que reduza a criminalidade no País.