A carga tributária, que no primeiro ano do primeiro governo de FHC representava 27,9% do Produto Interno Bruto (PIB), já havia chegado a 34,9% no final do segundo mandato. A força ascensional prosseguiu sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, de tal forma que no final de 2006 o peso dos impostos, tributos e contribuições era equivalente a 38% do total das riquezas produzidas no País no período de um ano.

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Para a maioria dos analistas, esta é a razão exponencial para o baixo crescimento da economia nos últimos oito anos, embora a conjuntura internacional tenha sido altamente benéfica a determinados setores da produção nacional, sobretudo aqueles voltados ao comércio exterior.

Enquanto várias economias tiraram grande proveito da maré benfazeja, o Brasil voltou a registrar um desempenho lamentável. Todavia, não por culpa ou falta de descortino dos empreendedores, que tiveram toda e qualquer probabilidade de expansão do investimento produtivo inviabilizada pela altíssima carga tributária.

Além dos gastos públicos em excesso – 30,2% do PIB em 2006 – segundo um estudo feito pelo economista Alexandre Marinis, da Mosaico Economia Política, divulgado no domingo pelo jornal O Estado de S. Paulo, outro elemento negativo é a péssima qualidade do sistema tributário. De acordo com análises sempre rigorosas da Fundação Getúlio Vargas, o crescimento da arrecadação sempre se socorreu da criação de novos tributos ou da simples majoração das alíquotas de impostos já existentes, e, pior, sabidamente inibidores do desenvolvimento.

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Na pesquisa feita por Alexandre Marinis, com base em dados relativos ao tamanho do Estado em 27 países emergentes em 2002, o Brasil ocupa a sexta posição. Os dois primeiros colocados são Israel e Arábia Saudita, posto que seus gastos correntes sejam maciçamente elevados em função das despesas militares.

Revelação assaz elucidativa do estudo está na relação entre a grandeza do Estado e o baixo crescimento econômico, rótulo de fácil identificação na conjuntura brasileira. A evidência foi recolhida por Marinis ao compulsar números referentes a 215 países, consolidados no período de 1971 a 2005.

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O balanço é inexorável: quanto mais se expandem os gastos públicos, menor será o crescimento econômico.