Peregrinos muçulmanos circulavam em torno da Caaba, o local mais sagrado do Islã, pela última vez hoje, concluindo a que pode ter sido a maior peregrinação ‘hajj’ já realizada sem a ocorrência de pessoas pisoteadas, o que já estragou este evento no passado. Centenas de milhares de peregrinos voltaram para Meca de um local sagrado fora da cidade para realizar o círculo do "adeus" da Caaba, a pedra preta em forma de cubo para a qual os muçulmanos em todo o mundo se dirigem quando fazem suas orações diárias. Depois de prepararem as malas para ir embora, muitos foram aos mercados próximos para comprar presentes e lembranças destinados aos parentes em casa.
Tanveer Mustafa, da Grã Bretanha, comprou vários vasos para serem enchidos com água de Zamzam, um poço sagrado perto da Caaba. A água é bombeada para numerosas torneiras em torno da Caaba, onde os peregrinos se aglomeram para encher garrafas, potes e garrafas térmicas. O governo saudita informou que 1,6 milhão de peregrinos vieram do exterior através de agências de turismo oficialmente cadastradas, o que representa um aumento de 14% em relação ao ano passado. Aos peregrinos que vieram de fora deve-se acrescentar centenas de milhares do próprio reino – muitos dos quais não são cidadãos sauditas, mas vieram para o país e permaneceram sem ter o visto de residência com o objetivo de participar do hajj.
Durante o hajj, os peregrinos buscam o perdão por seus pecados e meditam sobre a sua fé, enquanto seguem os passos do profeta Maomé e Abraão, em quem os muçulmanos creditam a construção da Caaba. A hajj é o nome dado à peregrinação realizada à cidade santa de Meca pelos muçulmanos. É considerada como o último dos "Cinco Pilares do Islã", sendo obrigatória pelo menos uma vez na vida para todo o muçulmano adulto, desde que este disponha de meios econômicos e goze de saúde. Cerca de dois milhões de pessoas de todos os pontos do planeta realizam anualmente o hajj.


