Seis municípios receberam nesta segunda-feira da Companhia de Habitação do Paraná 56 novas moradias do programa Casa da Família Rural, construídas em Maringá, Godoy Moreira, Paraíso do Norte, São Pedro do Ivaí, Pitangueiras e Nova Londrina. A Cohapar ainda concluiu as obras de mais 26 moradias do Casa da Família Indígena em Diamante do Oeste, na reserva guarani Tekoha-Añetete.

?O Casa da Família Rural é destinado às famílias proprietárias de um único imóvel residencial rural e sem condições de habitabilidade?, diz o presidente da Cohapar, Luiz Claudio Romanelli. As casas são de alvenaria, têm 52 metros quadrados cada uma, adaptadas às condições de vida no campo. A coordenação do Casa da Família Rural fica por conta da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e as moradias são construídas pela Cohapar.

Para ingressar no Casa da Família Rural, a renda familiar bruta deve ser de R$ 260 a R$ 1.500, com prioridade de atendimento àqueles com menores rendimentos e o agricultor não pode ter contraído nenhum tipo de financiamento imobiliário.

Uma das famílias beneficiadas com o programa de habitação rural é a do agricultor Maury Seiter, de Pranchita, no Sudoeste do Estado, onde a Cohapar já concluiu outras 14 moradias. Residindo na localidade Linha Piccini há mais de 30 anos, o produtor vivia com a esposa e três filhos em uma casa de madeira que apodrecera e, com isso, tinha as paredes cheias de frestas. ?No frio, ficava muito ruim para tomar banho e era comum que cada um de nós pegasse uma gripe forte?, lembra Seiter. Com a casa nova, de alvenaria, a família vive de maneira mais confortável. ?É uma outra vida, não tem comparação?, completa a esposa do agricultor, Salete Madriete Seiter.

Índios – O governo do Paraná está investindo, a fundo perdido, R$ 5,3 milhões no programa Casa da Família Indígena. No programa, as moradias têm 52 metros quadrados e são construídas em alvenaria, dois quartos, sala, cozinha, banheiro externo, varanda, forro, cobertura em telhas cerâmicas e instalação elétrica completa.

Há dois projetos diferentes, um para a etnia Kaingang e outro para a etnia Guarani. Ambos respeitam as tradições culturais e costumes de seus moradores.

De acordo com Romanelli, o programa segue as diretrizes estabelecidas pelo governador Roberto Requião, de priorizar o atendimento às famílias carentes. ?A situação dos povos indígenas era muito grave, principalmente no aspecto da moradia, pois muitas aldeias se transformaram em verdadeiras favelas rurais?, conclui o presidente da Cohapar.